domingo, 21 de julho de 2013
Textos prepratórios para pesquisa de campo
Márcia Pompeo é a professora da Universidade Estadual de Santa Catarina - UDESC - que está à frente do Seminário Internacional de Teatro em Comunidade. Ela escreveu diversos textos sobre o assunto com diferentes abordagens. Coloco aqui alguns deles para distribuir entre o grupo. A idéia é que cada um escolha um texto para ler de modo que todos os textos sejam lidos por pelo menos duas pessoas. Assim, teremos uma roda de conversa em que cada duas ou três pessoas terão como contribuir a partir da perspecticva de um dos textos e que o conjunto seja vislumbrado por todos.
Como fazer?
Procure os links abaixo e faça uma leitura dinâmica de cada um dos textos. A partir desta leitura escolha um texto para se deter, ler com cuidado, fazer seu diário de leitura e ser o porta voz do texto na roda de conversa em sala de aula.
Teatro e Comunidade: dialogando com Brecht e Paulo Freire
http://antigo.ceart.udesc.br/ppgt/urdimento/2007/urdimento_9.pdf#page=69
Pontos de cultura: um espaço para o teatro comunitário nas políticas públicas
http://www.ceart.udesc.br/dapesquisa/files/01CENICAS_Marcia_Pompeo.pdf
TEATRO EM COMUNIDADES: QUESTÕES DE TERMINOGIA
http://portalabrace.org/vcongresso/textos/pedagogia/Marcia%20Pompeo%20Nogueira%20-%20TEATRO%20EM%20COMUNIDADES%20QUESTOES%20DE%20TERMINOLOGIA.pdf
Tentando definir o Teatro na Comunidade
http://www.portalabrace.org/ivreuniao/GTs/Pedagogia/Tentando%20definir%20o%20Teatro%20na%20Comunidade%20-%20Marcia%20Pompeo%20Nogueira.pdf
RELAÇÕES EM CONFLITO: UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO TEATRAL NA COMUNIDADE
http://proxy.furb.br/ojs/index.php/oteatrotranscende/article/view/2700/1758
As ONGs e o teatro em comunidades
http://www.ceart.udesc.br/revista_dapesquisa/volume4/numero1/cenicas/asongseot.pdf
Buscando uma interação teatral poética e dialógica com comunidades
http://argeu.ceart.udesc.br/ppgt/urdimento/2002/urdimento_4.pdf#page=70
Como fazer?
Procure os links abaixo e faça uma leitura dinâmica de cada um dos textos. A partir desta leitura escolha um texto para se deter, ler com cuidado, fazer seu diário de leitura e ser o porta voz do texto na roda de conversa em sala de aula.
Teatro e Comunidade: dialogando com Brecht e Paulo Freire
http://antigo.ceart.udesc.br/ppgt/urdimento/2007/urdimento_9.pdf#page=69
Pontos de cultura: um espaço para o teatro comunitário nas políticas públicas
http://www.ceart.udesc.br/dapesquisa/files/01CENICAS_Marcia_Pompeo.pdf
TEATRO EM COMUNIDADES: QUESTÕES DE TERMINOGIA
http://portalabrace.org/vcongresso/textos/pedagogia/Marcia%20Pompeo%20Nogueira%20-%20TEATRO%20EM%20COMUNIDADES%20QUESTOES%20DE%20TERMINOLOGIA.pdf
Tentando definir o Teatro na Comunidade
http://www.portalabrace.org/ivreuniao/GTs/Pedagogia/Tentando%20definir%20o%20Teatro%20na%20Comunidade%20-%20Marcia%20Pompeo%20Nogueira.pdf
RELAÇÕES EM CONFLITO: UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO TEATRAL NA COMUNIDADE
http://proxy.furb.br/ojs/index.php/oteatrotranscende/article/view/2700/1758
As ONGs e o teatro em comunidades
http://www.ceart.udesc.br/revista_dapesquisa/volume4/numero1/cenicas/asongseot.pdf
Buscando uma interação teatral poética e dialógica com comunidades
http://argeu.ceart.udesc.br/ppgt/urdimento/2002/urdimento_4.pdf#page=70
Garnizé
Música criada por Glayson Arcanjo e coreografada pelo grupo Baiadô a partir do diálogo com o Moçambique de Uberlândia. Muito apreciada entre grupos com vínculo no ambiente rural. A coreografia segue a estrutura do jongo ou samba de roda, no qual dois dançadores entram na roda para disputar, seduzir, brincar, enfim, se relacionar de diferentes maneiras. O grupo pode definir se há um tempo definido ou uma parte da música na qual os dançadores do meio irão mudar ou se fica livre.
Lá no meu terreiro cisco como quizer
Lá no meu terreiro cisco como quizer
Garnizé
Cisca lá no meu terreiro
Garnizé
Cisca como tu quizer
Garnizé
Cisca lá no meu terreiro
Garnizé
Cisca como tu quizer
Lá no meu terreiro cisco como quizer
Lá no meu terreiro cisco como quizer
Garnizé
Cisca lá no meu terreiro
Garnizé
Cisca como tu quizer
Garnizé
Cisca lá no meu terreiro
Garnizé
Cisca como tu quizer
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Peixe Tralhoto
Canção e coreografia de Henrique Menezes, aprendemos letra e dança por vídeo na internet.
Qual era mesmo a letra?
Como posso descrever a dança?
As contribuições devem ser feitas por comentário, assinado e com endereço eletrônico.
Qual era mesmo a letra?
Como posso descrever a dança?
As contribuições devem ser feitas por comentário, assinado e com endereço eletrônico.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
CAMALEÃO
Canção colhida no ônibus em viagem ao Cariri para participar do CONFAEB.
Uma estudante baiana que pegou carona no ônibus da UFU cantava o Camaleão.
Fernanda Abreu ensinou ao Baiadô a partir de sua memória, já ouvimos outra versão.
A dança foi criada levando em conta o desenho que a locomoção do grupo define, como num “baralho”.
A letra indicou: a mudança de direção para “olhar o rabo” e o uso do “peso no quadril” que faz o corpo bambear “senão ele cai”.
As repetidas mudanças de direção para “olhar o rabo” propuseram uma brincadeira que foi incorporada à coreografia, e inclui uma “citação” do movimento da Joelma, que joga o cabelo fazendo um círculo com a cabeça.
As exclamações “huhu” incluíram as máscaras que estavam sendo trabalhadas no grupo naquele período, como um elemento de teatralidade, e que definiram um tipo de relação com o público diferente das já trabalhadas pelo grupo. (Um baiadô levou um tapa no rosto em resposta reflexa ao susto.) A citação do movimento da Joelma levou o grupo a inserir outra citação análoga com o “mergulho”do Bochecha.
Olha o camaleão
Olha o rabo dele
Olha o camaleão
Olha o rabo dele
Oh segura este nego, senão ele cai
Oh segura este nego, senão ele cai
Meu cachimbo era de ouro
E é de samburá
Uhuhuhuhuhuhuhu!
Meu cachimbo era de ouro
E é de samburá
Uhuhuhuhuhuhuhu!
Tabatingal
Palavra retirada da letra do cacuriá "Amassar Barro" criado por Henrique Menezes. O desafio de pesquisar seu significado é um exemplo para pesquisa de danças populares na rede. A cada busca no google encontramos pistas do significado usado nas culturas populares. Este conteudo está disponível, mas sua busca se faz de modo indireto, pois as informações oficiais e escolares estão mais acessíveis.
Socializo o que encontrei sobre Tabatingal que respondeu nossa questão. É possível perceber a trajetória on line que me levou ao nosso objetivo.
Maragogipinho http://diarioionah.blogspot.com.br/2008/11/maragogipinho.html
Ao ver os vídeos abaixo indicados podemos enriquecer a dança por meio do movimento feito objetivamente na ação de amassar o barro e conhecendo o contexto no qual se encontra este movimento. Temos também duas propostas pedagógicas: convidar nossos alunos a pisar na argila e estimular a imaginação para compor o movimento em sala de aula.
Socializo o que encontrei sobre Tabatingal que respondeu nossa questão. É possível perceber a trajetória on line que me levou ao nosso objetivo.
Tabatinga é um composto argiloso formado a partir de uma mistura singular de raros materias encontrados no fundo de lagoas e/ou rios em área de restinga ou ligação com águas marítimas. Esse material só é formado quando, por ocasião da abertura de uma "barra", a água doce da lagoa se mistura com a água salgada do mar. Justamente essa mistura de Phs, diferença na salinidade, provoca uma reação de decomposição da formação original rochosa, tornando-a pastosa e permitindo que tenha uma liquefação à temperatura ambiente ou igual a corpórea(humana).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tabatinga_(pedra) acesso em 05 de junho àas 9h40
Vocábulo de origem tupi que significa : argila mole, branca ou esbranquiçada; terra argilosa.
Os índios usavam a tabatinga para pintarem seus corpos.
Tabatinga é uma palavra de origem indígena que no Tupi significa "barro branco" de muita viscosidade, encontrado no fundo dos rios, e, no Tupi Guarani quer dizer "casa pequena".
http://www.ibge.gov.br/cidadesat/historicos_cidades/historico_conteudo.php?codmun=130406 acesso em 05 de junho àas 9h25
•Aos padres portugueses declararam os paJés: CARA, CARI, CÁRIO significa "homem branco". A cor branca é no tupi: TINGA, também uma palavra pelasga, de cuja raiz vem nossa palavra TINGIR. A palavra tupi tabatinga significa "preparada de cal e argila branca". Mais tarde transferiu-se o nome tabatinga à argila dessa cor. A palavra OCA significa "casa" qualquer e pertence também às línguas fenício-pelasgas. No grego mudou OKA em OEKA, OIKA, OIKIA; "admiração da casa" é, no grego, OIKO-NOMIA, de onde vem nossa palavra "economia".
•Então a palavra tupi TABATINGA significa "casa branca"; mas CARI-OCA, é "casa dos brancos", respectivamente dos Cários.
http://www.escolasapereira.com.br/ensinofundament/f5t/tupi/text13.html acesso em 05 de junho àas 9h36
Maragogipinho http://diarioionah.blogspot.com.br/2008/11/maragogipinho.html
Este é um lugarzinho encravado no nada baiano e de onde seus moradores tiram seus sustentos de um barro, que teem cada dia cavado mais a terra a procura dele.o barro chamado tabatinga.
no principio eles produziam objetos para terreiros de candomble.mas aos poucos foram criando objetos de uso utilitario para outros afazeres e com a demanda grande, hoje, cada ser que habita este lugar vive de cavar,pisotear, amassar, queimar e dar formas as coisas de barro ....para nos finalmentes vende-las..... (acessado em 05 de junho às 9h58)
Movimento de amassar o barro: do Processo de preparação do barro para ser modelado, após ser retirado dos rios Choró e Malcozinhado, em Cascavel, no Ceará.:
http://www.youtube.com/watch?v=pHQL-7djS8w acessado em 05 de junho às 10h10
Contexto de artesãos ceramistas no nordeste: Uma casa como as outras na comunidade de artesãos ceramistas da Moita Redonda, em Cascavel, no Ceará. http://www.youtube.com/watch?v=L5izk9xEoQ0 acessado em 05 de junho às 10h20
segunda-feira, 17 de junho de 2013
articulação de ensino, pesquisa e extensão
A disciplina Danças
Brasileiras é parte integrante de um trabalho de articulação de ensino,
pesquisa e extensão, em elaboração, denominado “Educação somática e educação
popular: corpo sensível e cultural”.
Dia 12 de julho faremos nosso primeiro encontro de pesquisa das 14h às 17h - nos encontramos no saguão do bloco 3M e daí partimos juntos para um local de trabalho a confirmar
Objetivos gerais do Projeto
- organizar o material documental de pesquisa sobre a
interface entre educação somática, culturas populares e artes cênicas a partir
dos registros gerados em pesquisa docente, ações de extensão e de ensino nos
últimos dez anos
Objetivos específicos
- estudar atividades corporais em educação somática na interface com as
culturas populares;
- análisar um repertório tradicional, danças criadas a partir dele e
elaboração de roteiros cênicos e estabelecer relação com diferentes contextos
de ação da arte e da arte educação;
- realizar levantamento de atividades práticas
educativas em dança dentro das diretrizes da educação popular e educação
sensível
- análisar coreográfias, movimentos, palavras poéticas e prática ritmica
de repertório tradicional e criações em dança tendo por base danças
tradicionais
- realizar levantamento da criação de danças, músicas
e modos de dançar a partir do estudo do repertório tradicional e do diálogo
corporal;
Metodologia:
O trabalho será realizado em duas
frentes de ação:
1) Em grupo serão realizadas
práticas corporais, leituras e debates:
a) Primeiro semestre de 2013:
participação na disciplina optativa “Danças Brasileiras” oferecida pelo curso
de teatro no primeiro semestre de 2013 e aberta às licenciaturas em artes,
educação física, pscicologia e pedagogia;
b) Criação de um Grupo de Estudos
que integre estudantes de graduação e de pós graduação para reflexão e análise
acerca dos registros, das práticas e das leituras realizadas e estabelecimento
de diálogo entre os projetos analisados e os projetos de TCC, Iniciação
Científica, Extensão e Mestrado
2) Trabalho com o material
documental das pesquisas citadas no item Justificativa
a) Diagnóstico inicial e planejamento
das ações
b) Catalogação e digitalização
c) Elaboração de relatórios e textos
A metodologia do projeto se embasa:
1) no estudo
dos registros, leituras de textos de referência e em experimentações práticas
de:
sensibilização corporal,
repertório de danças tradicionais,
criação de danças com base nas
tradições
elaboração de roteiros de
apresentação
criação de versos e improviso
cantado
formas de ensino e aprendizagem
2) no
diálogo acerca das questões levantadas nos registros e na disciplina e
aprofundadas no Grupo de Estudos com práticas escolares, com processos de
criação em artes cênicas e com projetos de TCC, Iniciação Científica, Extensão
e Mestrado
3) na elaboração de textos e
relatórios que permitam a socialização e o aprofundamento das pesquisas
4) em
encontros mensais de planejamento de ações e avaliação dos resultados. Os
bolsistas terão autonomia para propor ações que considerem significativas, a
partir de diagnóstico próprio.
Avaliação:
Cada integrante fará por escrito sua
avaliação processual individual e sistemática, na qual registrará o que deve
ser mantido e o que deve ser mudado em suas ações no projeto.
Serão realizados encontros mensais
nos quais serão socializadas as avaliações processuais que servirão de subsídios
para a avaliação coletiva dos bolsistas e da coordenação do projeto.
Nestes
encontros serão também diagnosticados problemas e propostas novas ações.
Serão preparados relatórios
bimestrais das atividades realizadas e um relatório final com a conclusão dos
resultados obtidos pelo projeto.
Critérios para avaliação individual:
Capacidade de refletir e escrever
sobre a experiência de maneira clara.
Envolvimento nas atividades
propostas.
Realização das ações planejadas.
Critérios para avaliação coletiva:
Contribuição de cada um para o grupo
e para o processo.
Capacidade
de detectar dificuldades e propor soluções em si, no grupo e nos outros.
Atividades
Participação em atividades práticas
junto à disciplina Danças Brasileiras e junto ao Grupo de Estudos
Organização do material documental
de pesquisa
Catalogação dos documentos
Análise dos documentos catalogados
Elaboração de relatório
Leituras orientadas e elaboração de
diário de leitura
Elaboração de texto que articule as práticas, as leituras e o material catalogado.
Bolsistas: Juliana e Fabinho
quarta-feira, 5 de junho de 2013
aula do dia 04 de junho
Questão para próxima aula: o que é Tabatingal?
Cada um deve trazer um par de baquetas.
Fabinho vai comprar baquetas para quem quizer e combinar com ele
- roda de conversa 1:
- conhecer as pessoas - um saber sobre o outro
- criatividade e imaginação como elementos fundamentais do modo de transformação e transmissão das culturas populares
- sensibilização:
- pele - com estímulo das mãos
- bolinha nos pés - pele, musculatura e ossatura
- padrão de movimento popular:
- raiz de arrancar
- entrar na roda em pares
- roda de conversa 2:
- Importância de trabalhar os pés
- Energia da raiz aqueceu os pés, cresceu o corpo e deixou pronto para o movimento
- Necessidade de olhar pro pé e dificuldade de incluir outras partes do corpo no movimento
- medo de ir pra roda confunde o movimento individual que é fundamental para haver troca
- olhar o outro e fazer no seu corpo vira um tercerio movimento
- a diversidade apareceu na roda
- Cada um traz uma vivência anterior - estar na roda é ficar ligado em si e no outro
- miudinho é uma dança que tem a ver com pele
faixa 2 do CD: PÉ NO TERREIRO
Autoria: Henrique de Menezes
Vou amassar barro no tabatingal
Vou amassar barro no tabatingal
Vou amassar barro no tabatingal
Vou amassar barro no tabatingal
É com pé direito, que eu vou pisar
É com pé no terreiro que eu vou pisar
É com pé direito, que eu vou pisar
É com pé no terreiro que eu vou pisar
É dançada em roda que inicia em fila e girando. Quando o puxador canta "é com pé direito" a roda para de girar, todos se viram para o centro dela e cada um põe o pé direito no centro da roda, junto com a palavra "direito", mais precisamente, na sílaba "rei" do "pé direito". Todos os dançadores juntos pisam com o pé direito para frente, iniciando o frente/lado/trás. O pé direito pisa, então, para frente, para o lado e para trás e novamente para frente, enquanto canta-se "É com pé no terreiro que eu vou pisar". Cada pessoa a sua maneira deve posicionar o pé no mesmo tempo das outras, no ritmo da música. No verso que canta "amassar barro" e no 1º verso, a roda em fila gira dançando.
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